Sessão Newborn – Fotos do pequeno Caetano

Ontem fiquei super emocionada olhando as fotos do ensaio newborn do pequeno Caetano.

Nos dias de hoje, as fotos ‘newborn’ estão cada vez mais lindas, que são aquelas fotinhos tiradas nos primeiros dias de vida do bebê, onde ele fica super à vontade e num soninho profundo. Eu não fiz quando o Théo nascer, talvez por um cuidado excessivo de não tirar ele de casa e também por não ter achado, na época, um fotógrafo que fosse até a minha casa. Agora, olhar fotos de recém nascido, e ainda fissurado? Não tem como não me emocionar, são uns anjos nossa… fiquei arrepiada quando vi. Como pode ter gente que ficar com aqueles olhares de preconceito, com um milagre assim tão lindo? E pelo visto, o Caetano foi um príncipe mesmo durante as fotos, olha a serenidade que passa… Amadinho <3

Mamães, fotografem muitooooooo seus filhos!

Além das fotos do Caetano, tenho mais algumas aqui que amo ver, que são outros bebês fissurados que encontro nas minhas pesquisas na internet. Iluminam meu dia!

A hora do soninho – as coisas vão mudando

Oi meus queridos, como estão?

Eu já estou acordada desde as 6 da manhã. E hoje eu vim discutir, e queria realmente saber a opinião de outros pais e mães, mas vamos lá.

Théo já está com quase 2 anos, aniver será no próximo mês, e o sono dele está mudando bastante. Não posso reclamar pois ele dorme a noite toda, mas nas últimas semanas ele está indo dormir muitooooo tarde, e acordando muitoooooo cedo, como hoje, as 6 horas da manhã. Eu até que gosto de acordar cedo, o dia rende mais, mas acho que tá muito cedo pra ele acordar, ele fica super cansado, e aí por consequência quer dormir a tarde toda. Aí tento acordar a tarde para não fazer essa troca.

Eu andei pesquisando, e dizem que uma criança de 2 anos deveria dormir em média 11 horas a noite – o Théo tem dormido umas 7 horas só… Bom, para ajudar, estou tentando deixar a casa mais quieta à noite e de manhã cedo e luzes apagadas, mas parece que ele fica mais doidinho ainda quando apago as luzes, pula de felicidade hehe!

Dicaaaaaaas pessoal? Conselhos? Ajudem a mamãe aqui. Prometo que se tivermos bastante dicas aqui, faço um post especialmente contando todas!

Fissurado pela mãe - a hora do sono

Profissão mamãe

Pensa que é fácil, voltar à rotina de antes da maternidade? Nãooooooooo, pelo menos para mim. Bom, todos que passam aqui pelo blog, sabem o quanto sou ligada no Théo. Hoje, fazem exatos 1 ano, 6 meses e 15 dias que vivo 100% dos meus dias com ele. E é tão bom :)

Bom, eu queria falar aqui um pouco hoje, que ele é minha prioridade total. Algumas pessoas me perguntaram: Pri, tu abandonou o blog? Não, nunca vou fazer isso. Mas o Théo é minha prioridade única, e eu estou sempre procurando o melhor para ele e para minha família: ele exige muitoooo tempo do meu dia, e agora, quando ele tira uma sonequinha, eu aproveito para fazer o mesmo. Então, se não vim aqui mais, é por que estou todinha com ele, agarrada nele, brincando com ele, dormindo com ele, etc, etc, etc. E essa fase cansa muito né? A pilha dele não acaba nuncaaaaaaa…

E vim aqui contar também que finalmente estão saindo as primeiras palavrinhas, ou as primeiras tentativas né? E adivinhem o que ele adora falar: PEPPA PIG, adoro, hehe! Vou postar lá no nosso insta o vídeo, eu sou suspeita, mas já assisti esse vídeo umas 48 vezes.

Agora vou lá, que ele acaba de acordar e está solicitando a sua tetê de leite bem quentinho!

Fissurado pela Mãe - descansando

Dilema de mães

Aquela velha história de que ‘ser mãe não é fácil’, eu concordo em muitas vezes. Claro que acho a coisa mais maravilhosa do mundo, o maior presente que qualquer mulher poderia ganhar… mas as vezes, acho injusto, hehe!

Quando soube que o Théo teria o primeiro ano de vida dele um pouco mais complicado que o normal, eu tomei a decisão de que não iria trabalhar até que esse longo período passasse. E foi assim que aconteceu, eu super me adaptei à essa vida maravilhosa de mãe, fico em casa com meu baby e curto muito ele, consigo cuidar muito bem dele, ainda mais agora que as duas cirurgias já passaram, ele está quase 100% (só falta curar a APLV).

E chega uma hora que a gente pensa: e agora, voltar a trabalhar ou não? Como seria? E meu filho? Creche? Babá? E as saudades? Os cuidados especiais com ele? Eu tenho absoluta certeza de que trabalhar é muito bom para as mulheres, por uma série de motivos, como ocupação mesmo, trabalho mental, auto-estima, por questões financeiras – e para o bebê, então, a creche seria algo muito bom, pela convivência com outras crianças, educação, estímulos, e por aí vai.

Mas confesso, queria poder ficar com ele em casa até uns 4 anos. Bem exagerada mesmo… mas eu queria :( Ai sabe, ninguém cuida melhor que a própria mãe, eu conheço ele melhor do que qualquer um, aí aqui no Sul tem esse inverno que faz qualquer um adoecer, tem a APLV ainda… Como vou ficar com meu coração tranquilo?

Eu tenho muito pensado a respeito desse assunto, e bem na verdade não cheguei à uma conclusão. Ontem à noite conversando com uma amiga, ainda falamos que toda mulher com filhos deveria trabalhar somente meio turno, para que realmente pudesse curtir e acompanhar ele para sempre. Pronto, falei, quero muito trabalhar somente um turno por dia… Seria PERFEITO, não?

Ai mamães, ajudem aí vai, como passar por isso? Contem suas experiências para mim, que não sei como resolver.

Sou um fissurado – o outro lado da história

E como a vida é vista por um fissurado? Nós, mães, sabemos o que passamos, o que sentimos… Mas e quem está realmente sendo um fissurado? O que sente? Hoje, aqui, um relato muito verdadeiro e real, sobre como é ser fissurado e um pouco do caminho até hoje, a história do Hugo – filhote da Eunice, que falamos aqui no blog essa semana.

É, sou um fissurado nascido com um Dom que Deus me ofereceu.

Ser um fissurado é algo diferente em todos os sentidos. Você já nasce praticamente na sala de cirurgia (só fiz 11 até hoje…), sendo a primeira com 3 meses. Imagino como é uma situação diferente para os pais de um fissurado viverem esse momento. E é por isso que venho por meio deste, tentar abrir as mentes dos pais a respeito da real atenção e “tratamento” não apenas para com seus filhos fissurados, mas principalmente com os filhos fissurados de outros pais.

Hoje estou com 30 anos, sou filho de pais separados, noivo à 4 anos e moro em Curitiba à 7. Sou nascido em Brasília-DF.

Minha infância foi normal. Cresci sendo educado e criado por uma mãe que me ensinou e sei que aprendeu junto comigo o que é viver.

Ela jamais me tratou como um doente, um coitado e etc como muitos, e digo MUITOS pais o fazem. Tratam eles como “coitadinhos”, “eles são doentes”… entre outros adjetivos. Quando na verdade são apenas crianças que devem conhecer o respeito e a educação como qualquer outra.

Eu nunca fui “Flor que se cheire”, rsrsrs, e minha mãe mesmo concorda, e aprontei bastante. BASTANTE MESMO. E fui também bastante corrigido. Hoje dou graças a Deus por ter tomado cada cintada que ela me deu. Foram elas o último recurso para que eu aprendesse. E sei que doía mais nela do que em mim.

Sempre tive muito amor, muito mesmo. Fui ensinado a respeitar, e ser educado e a não me rebaixar perante aos que não me consideravam “normal”. Minha mãe me ensinou.

Confesso que existe um período em nossas vidas que é bem complicado: A adolescência. Quando passamos a ter outros interesses, queremos nos “mostrar”, nos adaptar aos outros (sim, somos nós que acabamos nos adaptando aos outros) e querendo uma vida “normal”. Namorar, sair, se divertir e etc…

É complicado.

Primeiro por quê as pessoas não te olham como alguém e sim como “O que é isso?!”, segundo por termos uma cicatriz devido nossas cirurgias e terceiro por não termos uma dicção, ainda que boa, normal.

Venho de uma época em que não existia o “termo pop” Bullying. Era sacanagem mesmo, gozação das brabas. E simplesmente por sermos diferentes e essas pessoas serem ignorantes.

Nós, fissurados, ou pelo menos eu, nunca ouvi quando falo minha verdadeira voz. Ou melhor, as pessoas não a escutam. Para mim, ela sai como eu escuto as outras vozes – me recordo até hoje a primeira vez que, brincando com um gravador, voltei várias vezes a fita achando que tinha algo errado, quando na verdade, aquela era a minha voz. Mas não é isso o que acontece. Mesmo tendo feito fonoaudiologia, sei que ela hoje é menos fanha do que no passado, e dizem que tenho uma boa dicção hoje.

Então você imagina como deve ser falar algo que você quer, e as pessoas não entenderem. É irritante, frustrante.

Graças a Deus isso foi superado.

Ainda hoje noto certas pessoas que não entendem algo que digo, mas não me incomoda. Repito sem ter a raiva que já tive.

Comprovei que o fissurado é preconceituoso com ele mesmo. E quando passa a não entender o porquê não é bem visto, o porquê não entendem o que ele fala, é rejeitado por colegas de escola e até mesmo por suas “paixões adolescentes”, isso nos transtorna. É muito ruim ver, saber e se sentir rejeitado. E isso não é desculpa para se diminuir perante esses ignorantes.

Eu mesmo consegui enxergar o quão diferente é na verdade aquele que te rejeita. E não você, fissurado.

Em meu tratamento no Centrinho pude ver que nossa situação é na verdade algo que nos fazem melhores. Que existem “problemas” e pessoas com situações e vidas bem mais complicadas que a nossa. E que mesmo vivendo assim, essas mesmas pessoas vivem alegres, sorridentes e com uma luz e energia que te fazem ver o quão ridículo é quem se deixa abater por causa dos outros.

Por isso hoje, sempre que conheço alguém com filho fissurado, sempre procuro ajudar, aconselhar e indicar os meios necessários para que esse ser de luz possa ter uma boa vida. Quando estou no Centrinho e consigo acesso às enfermarias onde ficam os recém operados, gosto de falar com eles e mostrar que eles não tem mesmo o porquê de se revoltarem e se entristecerem por serem “diferentes” de seus colegas. Na verdade somos melhores que eles.

E é isso que falta muito para os fissurados: Apoio.

A Fenda Lábio Palatal, não é uma doença. Apenas uma má formação congênita. E por isso ela ainda assusta muita gente que não a conhece.

Não existem “Criança Esperança” e nem “Tele-Tons” que falem de nós.

Então de fato, o nosso maior problema hoje é a ignorância que encontramos no dia a dia.

Eu mesmo já perdi emprego em uma entrevista por que acharam que eu era uma pessoa violenta, por causa da minha cicatriz e meu nariz torto. E sempre há aquelas perguntas: “Você caiu?”, “Foi acidente”, “Foi briga?”, e as mães também não escapam delas. Os “mais antigos” acreditavam que nós nascemos assim por elas terem usado ou colocado uma chave no pescoço. Essa é hilária.

Espero mesmo que minhas palavras possam ajudar e a abrir as mentes de várias pessoas. Essa página/blog é algo que me faz acreditar ainda mais no crescimento e na evolução do ser humano. A atitude da Priscila é de uma importância que ela não sabe ainda o tamanho, mas que com certeza ela irá.

Fiquem com Deus e muito obrigado pela atenção.

Até breve…

Hugo Ramon Felinto Cândido.

Fissurado pela Mãe - Hugo

Ser mãe de fissurado

Ter um filho fissurado é ser escolhida para cuidar e ajudar uma pessoa a seguir um caminho com mais auto estima, a superar um problema que não é apenas físico, mas que envolve e muito o psicológico. Ele não possui nenhuma deficiência e isso tem que ser reforçado, mas se sente diferente dos outros por possuir uma cicatriz e a fala ser um pouco diferente dos outros e por incrível que pareça ninguém quer ser diferente, principalmente na adolescência, querem ser igual aos outros e aí, buscamos em Deus a melhor maneira de mostrar tudo de bom que este ser já possui para ser feliz. Que a única limitação que ele pode possuir está dentro dele e deve ser superada e olhada como mais um aprendizado na estrada da vida. Que ele pode tudo e basta querer e seguir em frente com amor e fé. Nunca tratar como um coitadinho, pois ele é igual a qualquer pessoa, e deve ser preparado para o mundo.

É uma tarefa difícil, mas compensatória, uma trajetória de muitas vitórias a cada degrau e eu que tenho hoje um filho aos trinta anos de idade e que já passou por muitas coisas, agradeço a Deus e ao Centrinho-Bauru, todo o apoio que precisei. O Centrinho não é apenas um hospital que trata de fissurados, é um lugar que trata o paciente em todos os detalhes, em que se está nas mãos de mestres e não apenas médicos e que acima de tudo trata de nossos filhos como seres humanos e de nós como mães que nos angustiamos, sofremos, ficamos inseguras e com o coração pequenininho a cada vez que nossos filhos entram num centro cirúrgico. Eles são profissionais que entendem os sentimentos e respeitam cada limitação a que possuímos e oferecem um tratamento completo acompanhando todo o desenvolvimento físico e psicológico que essa criança vai passar. Por isso agradeço a Deus a existência do Centrinho e o presente que recebi ao ter esse filho tão maravilhoso fazendo parte de minha vida e com quem eu também aprendi e cresci como ser humano.

Eunice Felinto Nascimento, mãe do Hugo.

Fissurado pela Mãe - Hugo

A história da Suellen, e seus gêmeos João e Pedro

Que história incrível temos para  contar hoje, Suellen, parabéns pela luta!

“Eu trabalhava em uma loja de calçados todos os dias, era final de ano, e comecei a sentir muita dor nas costas. Fui procurar um médico do posto de saúde, ele me olhou e disse que eu estava grávida! Na hora eu falei ‘não’, pois estava tomando anti-concepcional e o remédio da tireoide.  Fiz o teste de gravidez, e positivo, estava grávida! Beleza, 3 filhos, vamos criar… comecei a fazer o pré-natal e já estava com 3 meses de gestação quando fiz o ultrassom. ‘É um menino’, meu sonho realizado! Quando olhei para o médico, ele estava em silêncio, meu marido perguntou o que era aquilo que estava aparecendo, e com  uma gargalhada o Dr. respondeu que era a cabeça do segundo filho. Levantei na hora, num susto. Saímos da sala, chorei muito, 4 filhos, meu Deus, não dou conta das 2 que tenho…

A gravidez foi indo bem e decidimos que o nome dos dois meninos seriam João e Pedro, sempre sonhamos em ter um ‘João Pedro’. Quando estava com 7 meses não conseguia comer mais nada, e já havia tomado aquela injeção para maturar os pulmões dos bebês caso eles nascessem fora da hora. Não inchei nada, não passei mal e fomos até o final com a gestação, 9 meses completos dia 14/07/2012.

Na hora do parto meu marido foi assistir, não sabíamos que o João era fissurado e foi um susto na hora do nascimento. Minha pressão caiu muito e passei mal, então fui dopada pois já estava vomitando. Não vi quase nada, quando acordei ainda na sala de cirurgia, olhei para o lado e meu marido não estava lá… O médico veio na sala e me falou que o João nasceu com um probleminha, ele é fissurado, mas é lindo! Quando fui para o quarto estava minha família completa, parecia até velório, pensei. O pediatra apareceu e perguntou se eu queria ver o João, e eu respondi CLARO. Primeiro vi o Pedro, e depois o João. Me explicaram que ele não mamaria no peito, e sim no copinho, e já me informaram sobre o Centrinho, que é o maior hospital que cuida destes casos e vão pedir para alguém de lá vir avaliar o  bebê antes de fazer qualquer coisa.

Ele chorou e levaram ele embora, todos se despediram e eu fiquei com a minha mãe. No dia seguinte quando acordei vieram com Pedro para mamar e trouxe o João para ficar comigo um pouco, ele começou a chorar e levaram ele de volta. Fui atrás, dei o Pedro para a minha mãe mas me proibiram de entrar no berçário, sentei na entrada e comecei a chorar, eu queria dar de mama para ele… as enfermeiras tentando me tirar dali, ligaram para o meu médico e para pediatra vir. Quando os dois chegaram no quarto eu falei que queria dar mamar para ele, então os dois chegaram ao bom senso que eu ia entrar no berçário e aprender amamentá-lo, a enfermeira me ensinou, e foi muito bom. Me ensinou a tirar o meu leite para dar para ele no copo de café, e depois na xuquinha especial.

Tive que esperar uns dias para registrar e mandar a ficha dele para o Centrinho, ele tinha consulta marcada para dois dias depois. Fui para casa com os dois, uma garrafa térmica e leite em pó, e vários copinhos de café na bolsa… no dia marcado, fomos para o Centrinho, na primeira consulta muitas dúvidas e eles nos disseram ‘mãe, ele pode ser todo mais também pode ser nada pode ficar só deitado como pode andar e ser normal’. Ai, que sofrimento, mas vi aquelas crianças e vi que o João não tinha nada em relação aquelas crianças. E eu sempre tirei muitas fotos deles, quero que quando eles crescerem vejam como nasceram, e que o João veja que as dificuldades da vida não são nada em relação a tudo que ele já passou.

Com 2 meses sem ganhar peso, ele bronco aspirou, a febre foi a 40 graus, saí correndo para o hospital num domingo, e diagnosticaram pneumonia. Ali ficamos uma semana, no sábado fomos para casa e ele tomando vários complementos. E nada de engordar, trocamos o leite, para um mais caro, que ganhei na prefeitura, até os 6 meses o tomou este suplemento, mesmo depois da cirurgia aos 4 meses.

Tudo correu bem durante a cirurgia, com o Dr. Eudes de Sá. Só que ele ficou com o nariz muito baixo e não conseguia respirar direito, então colocaram o modelador nasal, saímos 2 dias depois do hospital, até ele tirar o modelador com um espirro. Depois, foram só vitórias, ele começou a engatinhar, choramos a cada minuto com as primeiras arrastadas, e em um belo dia ele soltou a minha mão e desceu do colo indo para o chão. Se levantou na cadeira e saiu andando, outra vitória.

A segunda cirurgia foi marcada, mas ele ficou gripado no dia, e marcamos de novo, e ele gripou uma semana antes. Agora, remarcaram para dia 28 de abril, estamos fazendo de tudo para ele não gripar. Hoje ele anda, corre, come sozinho com a colher, mama no copinho e está saindo da fralda. Fala algumas coisas já, ele é o nosso menino mais arteiro, Pedro é todo calmo e o João faz muitas artes… É minha superação, olho para ele e vejo que não temos problema nenhum.”

Fissurado pela Mãe - João e Suellen

Bem melhor do que eu esperava

Fechados 15 dias de cirurgia :D às vezes nem acredito que já passou.

Eu queria ter vindo aqui escrever antes, mas confesso que o Théo tem me tomado muitooooo tempo, os dias tem sido exaustivos, mas é com muito amor que cuido dele. Na verdade, quero confessar que a recuperação dele está sendo muito melhor que esperávamos, e preciso dizer também que a primeira cirurgia foi bem pior a recuperação, o pós-operatório da palatoplastia não está sendo 10% do que foi a outra. Graças a Deus!

Depois de duas semanas, fomos para a revisão semanal que o médico solicitou, e ele está super bem. Eu tinha algumas dúvidas com o médico, que explico aqui – estava sentindo um pouco de mal hálito na boquinha dele e também quando eu olhava o palato me parecia esbranquiçado:

- quanto ao mal hálito, o médico nos explicou que pode ser devido ao acúmulo de comida nas reentrâncias da boca. Traduzindo, a comida estava acumulando em alguns pontos e nos locais que não conseguíamos limpar. A solução é limpar mais ainda com o soro, e eu dou uma dica bem legal que estou fazendo: eu estou limpando com aqueles soros de jato contínuo que faz uma limpeza bem boa e ao mesmo tempo delicada. Eu, particularmente, utilizo o Maresis ou o NasoClean, são produtos um pouco caros mas eu acho importante limpar bem, e eu sei que não machuca.

- quanto à cor esbranquiçada em todo o céu da boca (preparem-se…), o médico explicou que na cirurgia de palatoplastia o osso do céu da boca fica exposto, até que crie pele novamente. No caso do Théo, em 15 dias boa parte já está epitelizado, e o resto que ainda aparece branco, é um pouco do osso que ainda enxergamos. Ou seja, não precisamos nos preocupar. Em 1 semana voltamos ao médico novamente.

Bom, e no mais o Théo está super super bem disposto, brincando muito, sem dores. Claro que temos dificuldades, a hora do sono é a pior parte, pois ele ainda não está liberado para chupar bico então ele fica muito nervoso na hora de dormir, as vezes ficamos uma hora tentando fazer ele dormir, até que ele se entregue ao sono. E a alimentação, que ainda é líquida, ele se acostumou bem, mas não quer de jeito nenhum tomar leite, que para ele seria o mais importante do mundo, mas com frutas batidas ele aceita, então tudo certo.

Olha se essa figura tem cara de quem operou há poucos dias?

Fissurado pela Mãe - 15 pós palatoplastia

O segundo grande desafio do Théo – Palatoplastia

Nosso despertador tocou as 5 horas da manhã, até parece que precisava… Na verdade eu não havia dormido aquela noite. Qual a mãe que consegue descansar e relaxar, sabendo que no outro dia terá que entregar seu filho para uma cirurgia? Pois bem, me levantei, tomei um banho e pegamos o caminho até Porto Alegre, rumo ao hospital. O caminho até lá foi bem tranquilo, Théo continuava dormindo.

Minutos antes de entrar no bloco cirúrgico - o sorriso era de nervosismo

Minutos antes de entrar no bloco cirúrgico – o sorriso era de nervosismo

Quando pisei no hospital, o frio na barriga começou a surgir. Aquele cheiro, aquele ambiente, tudo me incomodava, mais uma vez queria sair correndo. Fizemos os papéis da internação, colocamos a pulseirinha indicando que ele tem APLV e subimos até a salinha de espera do bloco cirúrgico, até que nos chamaram para ‘entrar’ – aquele frio, se tornou um gelo na barriga. Peguei a malinha do Théo, e ele, e entramos junto com a enfermeira. Colocamos nossos trajes especiais do hospital, e enquanto isto a anestesista veio conversar conosco, nos explicou como seria feito o processo anestésico na cirurgia. Não sei se tentam nos acalmar, mas eu ficava cada vez mais nervosa: além de me explicar que ele seria entubado durante a cirurgia, ele sairia de lá já com soro para manipulação dos medicamentos e também com as talas nos braços. E após o procedimento terminar, ela deixaria ele um pouco sedado ainda para que não sentisse tanta dor e ficasse mais tranquilo. Até aqui tudo bem… E aí, ela se levantou e mandou que acompanhasse ela. Não dá para definir essa sensação. Já me levantei com ele no colo chorando, e ele olhando para mim sem entender o por que da minha tristeza – ele sente tudo.

Entrei no bloco cirúrgico com ele no colo, e tive que deitar ele na mesa de cirurgia. Em prantos, segurei ele até que o ‘cheirinho’ da sedação fizesse efeito :( gente, eu me desesperei, eu caí, eu enfraqueci e implorei para que cuidassem dele. Foi horrível, só quem é mãe consegue entender um pouco desse meu sentimento de não querer abandonar ele, mas ao mesmo tempo eu tinha na minha cabeça que eu estava fazendo o melhor por ele… Mas a dor no meu coração foi imensa, ver meu bebê tendo que ser sedado contra a vontade dele.

Eu me senti um pouco mais confortável, mas não conseguia respirar de tanto choro. Precisei de 30 minutos para me acalmar. E mais 3 horas e 23 minutos até que o cirurgião plástico e o otorrino viessem falar comigo  – pareciam uma eternidade. Apenas para relembrar, nesse momento o cirurgião fez a palatoplastia completa e o otorrino recolocou os drenos nos ouvidos. E quando vi esses dois ótimos profissionais abrindo a porta e sorrindo para mim, com um ar de missão cumprida, eu não precisei de mais nada para me aliviar, eles não precisaram pronunciar uma palavra para que eu soubesse que estava tudo bem. A mãe louca aqui por impulso saiu correndo e abraçou essas duas figuras, eles caíram na risada, e tentaram me acalmar, pois finalmente tinha acabado a cirurgia, e ele estava BEM!

Depois de 20 minutos as enfermeiras já me chamaram para que eu fosse ao encontro do Théo na recuperação, meu coração estava disparado de tanta felicidade. Quando encontrei ele, eu já sabia que o meu baby não estaria acordado, mas fiquei bem nervosa ao ver ele sem forças para chorar, sem forças para abrir os olhos ou se mexer. Peguei ele no colo, e confortei ele, conversei muito, cantei e amei ele. Ficamos ali por 3 horas, nessa angústia até ele acordar, pois até esse momento ele só conseguia gemer de olhos entreabertos. Os olhinhos dele tinha algo como uma cola ou algo assim, as enfermeiras me explicaram que eles colam mesmo os olhos durante a cirurgia para não machucar ou atrapalhar de alguma forma. Eu ajudei ele limpando com um pouco de soro, e também lavei os lábios dele com água.

Lá pelas 3:30 da tarde ele acordou (a cirurgia terminou ao meio dia), e finalmente pode tomar um pouco do Neocate. Depois disso, era outraaaaaa vida, ele estava mais calmo e acordado, mas me olhava apavorado pedindo ajuda. E depois de meia hora tivemos alta da recuperação, e fomos para o quarto.

Sem noção do meu alívio ao sair com ele daquele ambiente, qualquer coisa para mim, depois disto, estava bem. Eu estava feliz mais uma vez, com meu filho nos braços!

Théozinho dormindo no pós operatório

Pézinho

E finalmente, o primeiro dentinho

Uauuuu, antes tarde do que nunca: estão nascendo os primeiros dentinhos do Théo, acreditam?

Depois de muitaaaaaas babas, muitos dedinhos na boca, e dúvidas nos últimos dois dias achando que ele poderia estar com febre (baixa) por conta de alguma virose, ou alguma coisa desconhecida, não é que a gengiva dele rasgou? Hoje a noite percebi, coisa mais fofa do mundo. Com 1 ano e 1 mês, veio finalmente,  e os de baixo primeiro, mas acho que os dentes de cima logo virão também. Eu já até havia perguntado aos médicos se esse atraso no nascimento dos dentes era em função do lábio leporino e fenda palatina, mas eles acreditam que não, já  que há muitos casos de bebês normais que os dentes atrasam bastante, assim como tem casos de bebês fissurados em que os dentes logo nascem.

Bem na verdade, não precisava mais esse incômodo perto da cirurgia, pois deve ser bem chatinho, né, um dentinho nascendo… Mas vamos lá.

E vocês mamães, quando veio o primeiro dentinho do baby? Demorou? E vocês tem alguma dica para nós, para aliviar a gengivinha?

Quanta babaaaaa, mas finalmente chegou o dia de nascer o primeiro dentinho :p

Quanta babaaaaa, mas finalmente chegou o dia de nascer o primeiro dentinho :p