Dilema de mães

Aquela velha história de que ‘ser mãe não é fácil’, eu concordo em muitas vezes. Claro que acho a coisa mais maravilhosa do mundo, o maior presente que qualquer mulher poderia ganhar… mas as vezes, acho injusto, hehe!

Quando soube que o Théo teria o primeiro ano de vida dele um pouco mais complicado que o normal, eu tomei a decisão de que não iria trabalhar até que esse longo período passasse. E foi assim que aconteceu, eu super me adaptei à essa vida maravilhosa de mãe, fico em casa com meu baby e curto muito ele, consigo cuidar muito bem dele, ainda mais agora que as duas cirurgias já passaram, ele está quase 100% (só falta curar a APLV).

E chega uma hora que a gente pensa: e agora, voltar a trabalhar ou não? Como seria? E meu filho? Creche? Babá? E as saudades? Os cuidados especiais com ele? Eu tenho absoluta certeza de que trabalhar é muito bom para as mulheres, por uma série de motivos, como ocupação mesmo, trabalho mental, auto-estima, por questões financeiras – e para o bebê, então, a creche seria algo muito bom, pela convivência com outras crianças, educação, estímulos, e por aí vai.

Mas confesso, queria poder ficar com ele em casa até uns 4 anos. Bem exagerada mesmo… mas eu queria :( Ai sabe, ninguém cuida melhor que a própria mãe, eu conheço ele melhor do que qualquer um, aí aqui no Sul tem esse inverno que faz qualquer um adoecer, tem a APLV ainda… Como vou ficar com meu coração tranquilo?

Eu tenho muito pensado a respeito desse assunto, e bem na verdade não cheguei à uma conclusão. Ontem à noite conversando com uma amiga, ainda falamos que toda mulher com filhos deveria trabalhar somente meio turno, para que realmente pudesse curtir e acompanhar ele para sempre. Pronto, falei, quero muito trabalhar somente um turno por dia… Seria PERFEITO, não?

Ai mamães, ajudem aí vai, como passar por isso? Contem suas experiências para mim, que não sei como resolver.

1 Comment Dilema de mães

  1. Lisete Isabel H H

    Pri, comecei a trabalhar muito cedo e com carteira assinada. Por isto sabia que poderia aposentar-me muito cedo, logo depois dos 40 anos pela lei antiga. E o que eu pensava (e falava!) então? Bem que poderia haver uma aposentadoria antecipada porque nos meus 40 anos minhas filhas estariam com 20 e 15 anos e não precisariam tanto de mim quanto nos primeiros anos. Mas não é assim, infelizmente. Daí penso em minha mãe que ficava em casa, com 9 filhos, e não era tão feliz (sei disso muito bem) pela falta de tantas coisas materiais… Mas eu chegava em casa e, se não a encontrasse, ia pela vizinhança a sua procura. Nada é perfeito e a decisão é muito dif[icil. Tente meio turno se puderes, ainda é um meio termo também. Ser feliz e fazer feliz é o que conta no final. Beijos!

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