Um dos grandes desafios da maternidade: amamentação e alimentação

Ontem tive um pedido muito especial de uma mãe, para contar um pouco sobre todo o processo de alimentação do Théo, desde o nascimento. Vamos lá:

Ao nascer – bom, primeiro vou relembrar que ele nasceu prematuro e corria risco de infecção uterina, então os primeiros contatos com o leite materno foi via sonda na UTI, eu odiavaaaa aquilo, mas foi necessário. Logo que ele ficou mais forte, tiramos a sonda e colocamos meu fissurado para mamar no peito. Bem IMPORTANTE salientar: os bebês prematuros, assim como fissurados, não tem força para sugar, então a mamãe deve sim apertar um pouco a mama para que o leite saia mais facilmente. Tinha muitos momentos que ele não queria mamar, pois para ele não era ainda um momento legal. As enfermeiras de aleitamento, sempre me ensinaram a acordar bem o Théo à cada 3 horas, para que isso se torne uma rotina prazerosa para ele. Então, eu acordava, conversava, brincava um pouco, e aí colocava ele para mamar, sempreeeee apertando a mama para que ele sinta bastante leite entrando na boquinha, e que ele entenda que é dali que vem o leitinho, que passa a fome, que sente o cheirinho da mãe… Ah, e eu tentava nos primeiros dias e meses ficar mais sozinha com ele, isso o deixava mais calmo. Tem um texto bem legal aqui no blog, onde a minha amiga Jana, especialista em aleitamento, fala um pouco sobre as principais dúvidas sobre amamentação: pode acessar por aqui.

Depois dos 6 meses – no meio disso tudo, eu tive que tirar o peito pois ele perdia muito peso então optei pela mamadeira… mas após a primeira cirurgia corretiva do lábio leporino, que foi com 4 meses, eu resolvi que tentaria mais uma vez fazê-lo mamar no peito. E CONSEGUI (tem um post que conto bem detalhado como foi essa etapa, aqui). Quem acredita, sempre consegue o que quer: o Théo havia passado 3 meses só com mamadeira, passou pela queiloplastia, ficou 30 dias sem mamadeira, e depois voltou para o peito! Óbvio, foi beeeeem cansativo, eu tinha que me esforçar muito para que ele sentisse prazer em mamar, mas foi algo mágico. Tivemos a ajuda de uma enfermeira especialista em aleitamento e também da fonoaudióloga para fortalecer os músculos da boca. Mas, deu certo!

Com 1 ano – mais uma surpresa, aos 8 meses, ele desenvolveu Alergia à Proteína do Leite de Vaca – APLV, ou seja, não podia tomar leite em pó comum como complemento, e muito menos tomar meu leite sem que eu fizesse a dieta de exclusão da proteína. Quero relembrar que até aqui, ele nunca havia tomado leite em pó, desde que nasceu eu tirava leite materno a cada 3 horas para ele, somente leite materno foi o que ele tomou até então. Mas ok, aprendi a conviver com mais esse desafio, aprendi várias receitas sem leite, e bola pra frente. Sempre prezei muito as frutas e alimentação saudável, inclusive tive a ajuda da minha querida nutróloga para me dar dicas de pratos legais para ele.

Eu sentia que meu filho sempre achava que o momento de comer era ruim, e que a boca era um local de dor, e era afinal, mas agora, eu vejo que ele adora comer, adora sentar e fazer isso sozinho até. Por isso sempre repito: mãe deve insistir muitoooooo, acreditem, eu cheguei a levar quase 2 horas um dia para ele almoçar todo o prato de comida, e era preciso pois não tinha muito peso. E outro conselho que sempre dou: utilizem de todos os especialistas possíveis: o Théo tinha acompanhamento com gastro, nutróloga infantil, fono… Hoje posso dizer que a alimentação dele está nota DEZ!

Nossas dicas para quem vai passar pela queiloplastia ou palatoplastia

De vez em quando aparecem mães para falar comigo, pedindo ‘alguma luz’ pois seu baby vai passar por alguma das cirurgias reparadoras, queiloplastia ou palatoplastia. Eu confesso, adoro poder ajudar, me sinto orgulhosa disso, pois já passamos e estamos hoje aqui fortes para contar. Hoje eu resolvi resumir aqui em um post para ficar sempre disponível.

Primeiro queria dizer, que é megaaaa normal as mães ficarem nervosas, não se culpem por isso, eu já disse várias vezes que mãe pode ser fraca sim, somos humanas, poxa!

Eu sempre aconselho às mamães a deixarem os bebês o mais isolado possível, alguns dias antes das cirurgias. Eu mesma fiz isso, fiquei com o Théo em casa por umas 2 ou 3 semanas antes do procedimento, para evitar de pegar trocas de temperatura, viroses e outras doenças que pudessem atrapalhar os planos do cirurgião. Além disso, todos que entravam dentro da minha casa, inclusive eu, pedia que fizessem uma higiene nas mãos para evitar de passar algo para o Théo. Pode parecer meio chato, mas eu fazia mesmo, por conselhos da pediatra até, pois assim eu deixei ele bem forte mesmo para o dia da cirurgia.

Bom, chegando no dia da cirurgia, FIQUEM TRANQUILOS PAPAIS, mesmo! Quanto mais calmos ficarem diante do baby, mais calmo ele mesmo irá ficar, não se desesperem… Eu sei muito bem do que estou falando, pois já passei por dois procedimentos com o Théo, eu sempre confiei muito nos médicos e enfermeiros que nos acompanhavam, então, se eles me diziam que era NORMAL ele demorar para acordar da cirurgia, eu fica tranquila. Se me diziam que era NORMAL ele ficar mole e sonolento, eu acreditava. Normal ficar sem mamar nas primeiras horas, talvez dias, eu acreditava… E por aí vai, sempre tirem suas dúvidas com os profissionais, mas fiquem tranquilos e passem tranquilidade para o filhote, isso faz MUITA diferença. Pensa, o Théo ficou sem mamar por 3 dias depois da queiloplastia, e depois, com muita persistência nossa, ele voltou a mamar! :)

Sobre a alimentação: eu tentei de várias formas, tanto na primeira quanto na segunda cirurgia. A seringa nunca funcionou conosco, então fui tentando de outras formas, mas o mais importante era persistir. Como diz a nossa pediatra: INSISTA, PERSISTA E NÃO DESISTA! De alguma forma ele vai se adaptar para mamar. Nós tentamos com a mamadeira de colher na ponta, muitas mamães tem sucesso com isso, o Théo não gostou. Nós usamos o próprio bico da mamadeira dele, aquele especial para lábio leporino que eu mostrei em outro post (clica aqui), e eu ia apertando lentamente para que fizesse alguns mini jatos de leite na boquinha dele, e assim ia mamando. Na segunda cirurgia, ele preferiu com um copo mesmo, eu usei um da Avent que ele amou, e usa até hoje (clica aqui para ver qual eu falo).

Quanto às talas, infelizmente, eu digo que tem que usar sim! Claro que, na palatoplastia eu liberei ele um pouco mais para ficar sem, nos momentos que eu estava 100% de olho nele, até por que os pontos eram internos, então o perigo de machucar diminui. Mas eu fazia isso só quando eu estava cuidando mesmo. Na queiloplastia sim, eu deixei quase 100% do tempo de tala, me doía muito ver ele sem mexer os bracinhos, mas é necessário, né, gente? Temos que pensar que eles precisam disso para evitar de se machucar!

No mais, posso dizer que os bebês ficam sim, muito chateados nos primeiros dias, mas deem muito amor e carinho, tudo volta ao normal, podem ter certeza! E boa sorte!

As principais dúvidas após o nascimento do bebê

Há alguns dias já que queria postar esse texto, que é da amiga Jana, enfermeira e especialista em aleitamento materno.

São as 20 principais dúvidas sobre a chegada do recém nascido, quase um cursinho para se preparar da melhor forma possível para receber seu bebê. Eu, como não consegui fazer algum curso quando estava gestando, fui para a internet em busca das principais informações, e aqui está escrito de forma super resumida e bem explicativa. É uma ótima leitura.

1 – Quando deve ser dada a primeira mamada do bebê? O bebê, ao nascer, deve ser levado ao corpo e ao seio de sua mãe na primeira hora de vida. Este ato de amor faz com que seja estabelecido o aleitamento materno, muitas vezes este bebê não precisa nem sugar, só precisa receber o carinho da mãe e conhecer o cheiro do seu corpo.

2 – Amamentar dói? A amamentação é um ato prazeroso, quando a mãe sentir dor, isto indica que algo não está acontecendo da melhor maneira, este é um sinal que devemos melhorar a pega e posição do corpo do bebê ao corpo da mãe. Para a amamentação não traumatizar as mamas da nutriz, se faz necessário o acompanhamento de um profissional da saúde na primeira mamada, para conduzir e orientar a mãe. E para que a mama não seja traumatizada no primeiro momento, devemos levar o corpo do bebê ao corpo da mãe tomando o cuidado para ficar barriga com barriga e a boca do bebê abocanhe a maior parte possível da auréola, o queixo do bebê em contato com o seio e o nariz liberado para o bebê respirar.

3 – Se houver fissura no mamilo ela pode ser tratada? Primeira parte do tratamento é corrigir a posição ‘corpo do bebê ao corpo da mãe’ e  corrigir a pega da boca do bebê ao seio materno. Para tratar, pode ser usado o próprio leite materno na área traumatizada, deixar os seios expostos ao ar ambiente e usar lanolina pura estratificada em uma quantidade mínima quando prescrita pelo obstetra. Normalmente a correção da pega e posição faz com que ocorra a cicatrização do trauma mamilar.

4 – E se o bebê não aceitar o peito, o que devemos fazer? Normalmente quando os bebês recusam o peito, se relaciona a insegurança da nutriz ou a intervenções do ambiente, ver com a mãe a real vontade de amamentar, escuta-la, orientar quanto a importância do aleitamento materno para ela e para o bebê , esclarecer as dúvidas e angustias e ensinar como amamentar. No momento que esta mãe estiver segura de si e com informações e conhecimento para conduzir uma mamada mais tranquilamente, este bebê vai começar a sugar o seio materno, os dois se descobrindo e se entendendo aos poucos e o aleitamento sendo concretizado. O que não pode ocorrer é faltar o apoio da família desestimulando o aleitamento materno.

5 – É normal o bebê dormir o dia todo? Os bebês recém nascidos dormem em média de 18 a 21 horas por dia, precisamos estimular que durmam melhor a noite, pensando em beneficiar o sono da mãe para estimular a produção da prolactina, hormônio que fabrica o leite materno, devemos durante o dia deixar a casa com a claridade e acordar o recém nascido para mamar,  deixando o sono para a noite.

6 – Como saber se ele tem cólicas? As cólicas fazem parte da imaturidade do sistema gastrodigestivo do bebê, por volta do 15º dia de vida, o bebê passa a sugar melhor, e receber maior volume de leite materno, podendo ou não ter cólicas, vai depender do bebê. Alguns tem muita cólica e outros não tem nada de cólica. Normalmente, estas acontecem no mesmo horário mais para o final da tarde com um choro intenso e encolhe e estica as perninhas com muita força.

7 – Como acalmar as cólicas? O principal forma de acalmar as cólicas é a massagem na barriguinha, exercícios de bicicleta com as perninhas, bolsinha de semente ou gel morna na barriga e o relaxante banho de ofurô, mas o principal é muita paciência dos pais.

8 – Existe algum alimento que, se consumido pela mãe, pode fazer mal ao bebê? Não, caso o bebê apresente alguma alteração será avaliado pelo pediatra e gastro pediatra e retirado da dieta materna alguns alimentos (situação muito polêmica nos dias atuais).

9 – De quanto em quanto tempo o bebê deve mamar? O ministério da saúde preconiza aleitamento materno a livre demanda, ou seja, no momento que o bebê quiser, o que devemos tomar cuidado é de não deixar mais de 3 horas durante o dia sem levar o bebê ao seio materno.

10 – Ele sempre deve arrotar depois da mamada? Algumas vezes, o bebê não arrota mas é uma conduta prudente e segura.

11 – Como deve ser feito o procedimento do arroto? Após a mamada, devemos deixar o bebê por algum tempo em posição elevada sobre o peito da mãe, existe outras posições, como sentado (a) no colo da mãe, mas o aconchego do tórax da mãe com o bebê escutando os batimentos cardíacos da mãe ajuda ele a relaxar.

12 – Como identificar o choro de bebê? O choro do bebê só se identifica com o passar dos dias, pois ele não expressa sentimento no choro nos primeiros dias de vida, então podemos identificar o choro dos primeiros dias por eliminatórias: se já mamou então não é fome, já trocamos a fralda então não esta molhado, mas pode ser sono. Com o passar dos dias, a mãe vai conhecendo seu bebê e identificando seus choros.

13 – Como saber se o bebê sente frio ou calor? Devemos confirmar a temperatura do corpo do bebê colocando nossa mão no peito ou costinhas do bebê, lembrando que as extremidades como mãos, pés e nariz vão estar frias devido à dificuldade da circulação periférica no bebê, mas não significa que o bebê esteja com frio.

14 – É indicado receber visitas nos primeiros dias do bebê? As visitas dos primeiros 15 dias somente são indicadas para os familiares mais próximos e com o objetivo de auxiliar a mãe, como passar uma roupa, ir ao mercado, organizar a casa… Evitando passar o bebê de colo em colo e quando se fizer necessário pegar o bebê, ter o cuidado de higienizar as mãos.

15 – Barulho pode incomoda-lo? Devemos manter os barulhos habituais da casa, ao final do dia o barulho e a luminosidade da casa pode ser diminuída para facilitar o sono noturno do bebê.

16 – O bebe é capaz de reconhecer as pessoas? Sim, principalmente as pessoas mais próximas, mãe e pai pelo tom de voz e cheiro desde o momento do nascimento.

17 – Qual a melhor temperatura para o banho? A temperatura ideal para o banho é em média de 37ºc e 38ºc, devemos oferecer um banho com o cuidado de manter o bebê aconchegado e em um ambiente aquecido e com um volume de água que não resfrie o bebê. ( o Hospital Regina utiliza a 3 anos uma técnica de banho de imersão humanizado).

18 – E o umbigo deve ser protegido com faixas de umbigo? Não se usa mais faixas de umbigo ou moedas, a higiene do umbigo deve ser realizada a cada troca de fralda com astes flexíveis (cotonete) e álcool a 70%.

19 – Quando deve ser a primeira consulta com o pediatra? Na primeira semana de vida.

20 – Recém-nascido pode sair para passear? Sim, pode, e faz muito bem para a mãe realizar passeios com o seu bebê, temos que ter cuidado com o clima, com as roupas do bebê, se estão adequadas ao local, ao público que está presente no ambiente que iremos frequentar. Lembrando que no primeiro mês de vida devemos ter muita cautela com as saídas de casa com o bebê devido sua baixa imunidade. Mas em nenhum momento esta mãe deve se isolar do convívio com as pessoas, uma voltinha na quadra, um passeio na área comum do prédio fará bem para o binômio mãe e bebê. Lembrando sempre, a mãe é a peça principal da casa, quando ela estiver segura e feliz seu bebê estará tranquilo e feliz.

 
Janaína Castagnino Machado Lima | Coisas de Bebê | janainacmlima@pop.com.br

A primeira mamada na vida do bebê

A amamentação tem todo seu início na primeira hora de vida. É o momento em que o bebê passa por um período de adaptações e de reconhecer o novo mundo, além de trocar o primeiro olhar com sua mãe. Este momento é dividido por alguns estágios tais como choro, relaxamento, despertar, atividades, descanso, tateado, familiarização, sucção e o sono.

O contato pele a pele entre mãe e bebê na primeira hora de vida é mágico, e tem todo um fundamento para estimular a produção e liberação do leite materno o mais precoce possível. O bebê deve ser levado ao corpo da mãe o mais precoce possível após o parto, para que assim seja estimulada a produção hormonal de prolactina e ocitocina para a produção e conseqüentemente a liberação do leite materno do seio para a boca do bebê.

Quando o bebê é  afastado da sua mãe nas primeiras horas de vida, podemos  observar uma certa demora da liberação do colostro e em alguns casos até mesmo dificuldade de se estabelecer o aleitamento materno. Em muitos momentos isso é provocado pelo mecanicismo do momento do nascimento onde as técnicas e rotinas não permitem que o filho seja levado ao corpo de sua mãe. Na primeira hora de vida tanto no parto normal como no parto cesárea deve ser conduzido ao corpo da mãe para sentir seu cheiro e procurar seu alimento, este momento mágico faz com que os dois se conheçam e o corpo da mãe se prepare para fabricar e liberar o leite materno.

Mesmo um bebê fissurado, como o Théo, deve ser conduzido ao seio materno na primeira hora de vida – este processo vai depender em grande parte da qualificação dos profissionais da saúde que estarão acompanhando a mãe e o bebê. O importante deste momento é o contato, o cheiro da mãe e que o bebê passe pelos estágios de adaptação que comentamos no início do post.

Janaína Castagnino Machado Lima | Coisas de Bebê | janainacmlima@pop.com.br

Aleitamento materno - a primeira mamada

Aleitamento materno – a primeira mamada

Imagem Pinterest

E com 5 meses, eu quero ensinar meu filho a mamar no peito

Será que dá?

Passados os 30 dias da cirurgia, aquele meu sonho de amamentar o Théo permanecia forte! E por que não? Agora a boca dele estava perfeita, então ele poderia aprender a mamar na mamãe, e eu sempre tive muito leite – lembram, né,  que comentei que ele nunca mamou leite em pó, só leite materno que eu tirava para ele a cada 3 horas.

Com a ajuda do nosso anjo, minha amiga especialista em amamentação, Jana, começamos essa nova etapa. Ela veio aqui em casa, e achamos a melhor posição para que ele pudesse começar. Sentado, na posição cavalinho, ele estava dando as primeiras sugadas… As lágrimas escorriam de emoção, ele estava gostando gente! Claro, parecia estar estranhando aquilo tudo, já que sempre ganhou leite na mamadeira, sem precisar fazer muito esforço… Mas estava gostando, imagina, o leite dele, na temperatura ideal, e o melhor, ele poderia mamar o quanto quisesse. Que poder maravilhoso. Eu e a Jana combinamos então que todo dia íamos nos ver ou nos falar para acompanhar a amamentação do Théo.

Aos poucos ele estava aprendendo, mas ele ainda era muito fraco para mamar sozinho, eu ainda precisava fazer muita força com as mãos para que o leitinho caísse na boca dele… Era um processo bem cansativo, mas valia cada segundo. Meu coração de mãe batia cada vez mais forte! E para ajudar ele, fizemos algumas seções de fonoaudiologia, assim ele teria cada vez mais força nos músculos da boca e rosto. E gente, isso é super importante, nós mamães precisamos estar sempre atentas aos sinais que os nossos babies nos dão… Afinal eu já havia percebido que ele não tinha força, então optamos pela fono, que foi super legal. Além de ajudar ele a mamar, ele também estava aprendendo a segurar a chupeta na boca.

Agora, eu podia dizer com o maior orgulho do mundo: EU INTRODUZI A AMAMENTAÇÃO PARA O MEU FILHO DE 5 MESES. Não é mágico? Tudooooo é possível quando queremos fazer algo, e tudo vale a pena pelos nossos pequenos anjos. Aos 5 meses, conseguimos que meu filho aprendesse a mamar no peito, com muito esforço e insistência, mesmo nascendo com lábio leporino, mesmo nascendo prematuro, mesmo passando por cirurgia… CONSEGUIMOS!

Será que vou ter leite?

Hoje temos uma novidade muito legal por aqui: teremos aqui periodicamente uma especialista em aleitamento materno, nos ajudando com este assunto tão importante na vida do baby e da mamãe. Ela é a Jana, grande amiga minha e enfermeira especialista em aleitamento materno, há alguns anos realiza consultoria para mamães e bebês no pós-parto imediato, e um grande auxílio na rotina e cuidados com o bebê. E o assunto de hoje não poderia ser melhor, que é a introdução ao aleitamento materno… Vamos à leitura?

O aleitamento materno tem influências, hormonais, emocionais e culturais. Por este motivo, nos geram muitas dúvidas e inseguranças se teremos leite ou não para alimentar o baby, mas toda mãe  é capaz de produzir leite. Em alguma situação muito especial, onde a mãe tem alguma necessidade de ficar separada, devemos estimular a mama para manter a produção de leite, como a extração manual ou mecânica. E claro, com uma alimentação, hidratação e repouso adequado da nutriz.

O aleitamento materno é um momento mágico na vida de uma mãe, principalmente sendo ela de ‘primeira viagem’… Agora se imagine cheia de dúvidas e inseguranças: – Meu bebê vai ficar separado de mim? Eu vou ter leite? Será que ele vai sugar? Estas são  perguntas comuns para qualquer mãe, sem comentar em quem já sabe que seu baby será um ‘fissurado‘. Muitas destas respostas você vai ter já na instituição que escolheu para dar a luz ao seu bebê, e o importante disso tudo, é ter ao seu lado a família para apoiar e um profissional capacitado para orientar e acompanhar o aleitamento materno nos primeiros dias de vida do seu bebê.

Em alguns momentos por baixo peso, adaptação respiratória, prematuridade ou alguma intercorrência gestacional, o bebê pode ter a  necessidade de ser conduzido a UTI Neonatal para estabilização (no caso do Théo devido à leve prematuridade). Nesta situação que mãe e bebê precisam ser separados por um período, temos a necessidade de começar a estimular o aleitamento materno o mais precoce possível, com a extração manual ou mecânica (nos primeiros dias a Pri utilizou a extração mecânica com o vacuômetro ainda na internação hospitalar). Este leite extraído é conduzido ao bebê e oferecido através da sonda nasogástrica, até apresentar uma melhora no quadro clínico, adquirir um peso ideal ou semana gestacional adequada para ser conduzido com sucesso e segurança ao seio materno.

Janaína Castagnino Machado Lima | Coisas de Bebê

janainacmlima@pop.com.br

Como armazenar leite materno – Aleitamento materno

Eu já comentei com vocês que eu sempre irei defender o aleitamento materno, eu acho que é de suma importância para o  desenvolvimento do bebê. Hoje resolvi fazer de forma bem simples, esse processo que fiz durante quase 8 meses para o Théo.

Se seu filho não mama no seio, o ideal é tirar leite materno a cada 3 horas, ou se ele mama no peito, você pode tirar o excesso de leite depois das mamadas para evitar que fique leite parado na mama. Depois de extrair o leite, fica a dúvida de como armazenar o leite materno. Este, deve ser guardado com todo amor e carinho, de preferência em vidros esterilizados e tampados, eu sempre colocava etiquetas de identificação, colocando data e hora que foi tirado. Esse leite pode ficar armazenado na geladeira por até 24 horas e no congelador por até 21 dias (essas infos são do Manual do Recém Nascido do Hospital Regina, Novo Hamburgo – RS), ou se preferir, pode deixar em temperatura ambiente – até 4 horas no verão ou 6 horas no inverno.

Outra dica muito importante é que sempre deve ser aquecido em banho maria, nunca no microondas ou diretamente na panela – isso pode comprometer a integridade dos componentes imunológicos do seu leite. Depois de aquecido, é só servir o seu bebê :)

Como tirar e como armazenar leite materno.

Como tirar e como armazenar leite materno.

Ensinando o Théo a mamar

Depois que o Théo teve alta da Neo, e foi para o quarto, parecia outra vida. Lá sim eu me sentia mãe, cuidava dele, dava banho e podia passar dia e noite olhando ele :)

Junto com esse alívio vieram algumas preocupações, eu tinha muito medo que ele pudesse se engasgar,  ou que aspirasse leite quando mamasse via oral e não pela sonda. Aos poucos fui aprendendo muitas coisas, que aqui posso destacar:

- todo bebê deve SEMPRE, independente se tem fissura no palato ou não, mamar e permanecer elevado. Nunca deitado reto. Primeiro por que ele pode vomitar e aí sim ir líquidos para o pulmão, e segundo que os bebês possuem a tuba auditiva mais horizontalizada que os adultos, e com isso, o leite pode chegar ao ouvido médio com mais facilidade, causando as famosas otites.

- o Théo sendo um bebê com fissura no lábio e palato, contribui muito para a entrada de ar na hora da mamada. Então eu sempre considerei muito importante deixar ele na posição vertical por alguns minutos até arrotar.

Bom, logo no primeiro dia que ele estava no quarto, as enfermeiras já vieram me ajudar a colocar ele no peito para aprender a mamar direto na fonte. Ele tinha dificuldades para mamar com a sonda, atrapalhava um pouco a respiração e a posição, graças a Deus que a fono autorizou tirar para que pudéssemos testar no peito. E não é que ele mamou, e adorou, logo de primeira? Claaaaaro, que falando assim parece que foi super fácil, mas eu devo comentar que cada mamada era de muito esforço, e me deixava de fato bem cansada – o Théo sendo prematuro e ainda fissurado, contribuíam para que ele não tivesse força para mamar no peito, então, eu tinha que ajudar muito apertando o seio para ele poder sugar o leite. Além disso, depois da mamada no peito, complementávamos com a mamadeira (óbvio, com leite materno, eu tinha leite para abastecer uns dois bebês eu acho).

Nosso anjinho Jana, nos ajudou desde o início na amamentação do Théo.

Nosso anjinho Jana, nos ajudou desde o início na amamentação do Théo. A posição ‘cavalinho’ foi a que mais deu certo para nós.

Início da lactação, por onde começar?

Um ponto muito importante que ainda não havia comentado, era a minha vontade de amamentar o Théo. Acho que toda mãe sonha com isso, mas eu sabia que para  mim isso seria um desafio maior ainda, já que meu filho tinha lábio leporino que impossibilitava de fazer a pega no seio de forma normal, e além disso fenda palatina que não permitia fazer  o vácuo necessário para sugar o leite.

Bom, um graaaaaande desafio. Quando o Théo foi para a Neo, após o nascimento, eu me preocupei com essa questão do início da lactação, afinal eu já sentia que tinha bastante leite, e ele estava lá longe de mim. As enfermeiras do  hospital sempre me ajudaram demais,  e nessa hora não foi diferente: já no primeiro dia, elas foram até o meu quarto me tranquilizar, dizendo que eu poderia extrair o meu leite, que seria levado até o meu filhotinho.

E que super poder esse, né? Produzir leite! Eu me sentia muito poderosa MESMO. Nesse mesmo dia, já fui até a salinha de aleitamento do hospital, e iniciei esse processo. Em resumo, quanto mais é estimulado o seio materno, mais leite produzimos, simples assim. Os primeiros vidrinhos de leite pareciam leite condensado, amarelo, mais espesso, o famoso colostro. E depois sim começou de fato a vir o leitinho branquinho, cheio de vitaminas e coisas boas para o Théo. E eu fiz questão de ir a cada 3 horas extrair leite para ele, era o mínimo que eu poderia fazer por ele. E aí as enfermeiras mandavam esse meu leite lá para a Neo para alimentar ele, e continuamos esse processo depois no quarto com a mamadeira.