Dentição – já devo me preocupar?

Faz diaaaas que eu queria escrever para vocês, mas vocês bem sabem que vida de mãe não é nada fácil, haha! Então, voltamos com o blog, e na medida do possível – SEMPRE QUE CONSEGUIR – vou vir aqui contar um pouco da nossa vida e como anda o processo do meu ex-fissuradinho Théo.
Théo já está com 5 anos, parece que faz muitoooo mais tempo que ele passou pelos procedimentos cirúrgicos, as vezes olho para ele e nem acredito. A última cirurgia dele foi a palatoplastia com 1 ano e depois disto precisamos apenas de revisões anuais com o cirurgião plástico dele e também com o otorrino que colocou os drenos nos ouvidinhos dele.
Tivemos uma consulta no cirurgião faz 1 mês. Quando marcamos a consulta, achamos que o palato dele estava estranho, com algumas curvas e uma parte bem profunda no meio, mas tivemos o retorno de que a boca dele está linda-perfeita-maravilhosa :D
Ele tem um dentinho extra no céu da boca e estamos sempre monitorando para saber como vai ficar isto. Nesta consulta, nosso Dr. informou que o tratamento dos dentes dele só vai começar quando os primeiros dentinhos caírem… só então veremos quais são dentes de leite e se vai vir todos os dentes permanentes. Somente depois disto que começa toda a função de dentistas, aparelho, extrações, etc.
Então, de momento, vamos mantendo uma boa escovação e aguardando os primeiros dentes caírem.

Ser mãe solteira, é ser corajosa

Praticamente todos os dias me pego pensando no assunto tão preconceituoso que é ‘ser mãe solteira’. Penso também, aqui estou eu, mais uma vez pensando no tal do preconceito, e eu sempre defendi que isso vem mais da própria pessoa dos que estão observando de fora da situação. A má formação que o Théo tinha, eu sempre levei na boa, cada vez que eu contava, eu falava em um tom muito leve e assim a situação em si ficava leve. Com a minha separação, tento fazer o mesmo…

Bom, estou aqui contando, que eu e o pai do Théo nos separamos, e aí começamos mais uma batalha, eu e meu filho. É uma situação bem bem bem delicada, pois agora envolve uma pessoa que sente o que eu sinto, e isso é muito forte, pelo menos conosco. E hoje li um pouco sobre isto num post da Revista Crescer. E me identifico com cada palavra… Além dos meus próprios questionamentos e cobranças com essa situação, as vezes ainda sinto coisas negativas vindo dos outros me fazendo sentir mais culpada ainda. Nós três, brincamos muito juntos. E é uma época que tenho grande saudade. Nunca faltou amor, carinho, de mim nem de ninguém. E agora, que estamos só eu e o Théo, sinto que nunca estaremos sozinhos. As vezes escuto por aí ‘esse choro deve ser falta do pai’. Por que as pessoas acham que esse é o maior problema da vida do Théo? Eu tento sempre defender que, se a mãe e o pai estão felizes, o filho estará também… Claro que, é um processo complicado, eu mesma estou aqui falando, parecendo forte, mas tenho meus momentos bem fracos. E claro, ele sente sim falta do pai, assim como sente da minha! A nossa rotina é super dividida para que ele não sinta tanto a diferença.

Quero muito curtir meu filho, sem culpas, sem cobranças, acreditando que essa decisão que eu tomei foi a mais corajosa e certa que eu poderia, pensando na felicidade da nossa família acima de tudo, seja do jeito que for. E vamos tratar de dar o peso de importância que cada coisa realmente merece? É difícil sim, fazer tudo sozinha, cuidar, arrumar, estar de bem para brincar e sorrir sempre, mas é o esforço mais gostoso do mundo.

Por ti, tudo vale a pena.

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Comemorando todos os dias com ele

Mês passado rolou festinha de aniversário do Théo, e estava lindo por demaaaaais!

Aproveitamos que o primo Dudu faz aniver pela mesma época, e fizemos uma grande festa juntos. O tema da festa era o George Pig – só para não dizer que era da Peppa, hehe – foi uma decoração mais clean do jeito que eu gosto, mais intimista, sem muita frescura. Tinha em torno de 80 convidados, praticamente todos compareceram, comemoraram conosco a vida dessas crianças amadas.

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Sessão Newborn – Fotos do pequeno Caetano

Ontem fiquei super emocionada olhando as fotos do ensaio newborn do pequeno Caetano.

Nos dias de hoje, as fotos ‘newborn’ estão cada vez mais lindas, que são aquelas fotinhos tiradas nos primeiros dias de vida do bebê, onde ele fica super à vontade e num soninho profundo. Eu não fiz quando o Théo nascer, talvez por um cuidado excessivo de não tirar ele de casa e também por não ter achado, na época, um fotógrafo que fosse até a minha casa. Agora, olhar fotos de recém nascido, e ainda fissurado? Não tem como não me emocionar, são uns anjos nossa… fiquei arrepiada quando vi. Como pode ter gente que ficar com aqueles olhares de preconceito, com um milagre assim tão lindo? E pelo visto, o Caetano foi um príncipe mesmo durante as fotos, olha a serenidade que passa… Amadinho <3

Mamães, fotografem muitooooooo seus filhos!

Além das fotos do Caetano, tenho mais algumas aqui que amo ver, que são outros bebês fissurados que encontro nas minhas pesquisas na internet. Iluminam meu dia!

A hora do soninho – as coisas vão mudando

Oi meus queridos, como estão?

Eu já estou acordada desde as 6 da manhã. E hoje eu vim discutir, e queria realmente saber a opinião de outros pais e mães, mas vamos lá.

Théo já está com quase 2 anos, aniver será no próximo mês, e o sono dele está mudando bastante. Não posso reclamar pois ele dorme a noite toda, mas nas últimas semanas ele está indo dormir muitooooo tarde, e acordando muitoooooo cedo, como hoje, as 6 horas da manhã. Eu até que gosto de acordar cedo, o dia rende mais, mas acho que tá muito cedo pra ele acordar, ele fica super cansado, e aí por consequência quer dormir a tarde toda. Aí tento acordar a tarde para não fazer essa troca.

Eu andei pesquisando, e dizem que uma criança de 2 anos deveria dormir em média 11 horas a noite – o Théo tem dormido umas 7 horas só… Bom, para ajudar, estou tentando deixar a casa mais quieta à noite e de manhã cedo e luzes apagadas, mas parece que ele fica mais doidinho ainda quando apago as luzes, pula de felicidade hehe!

Dicaaaaaaas pessoal? Conselhos? Ajudem a mamãe aqui. Prometo que se tivermos bastante dicas aqui, faço um post especialmente contando todas!

Fissurado pela mãe - a hora do sono

Rotina com outros bebês – primos trigêmeos

Adoro levar o Théo para brincar com outras crianças, principalmente se são da mesma idade.

Ele tem priminhos trigêmeos, com 4 meses de diferença só… aí fica tão bom para brincarem. E o Théo tem gostado bastante, por que até o momento ele só convivia com primos de idades diferentes, e esse contato com os primos está coisa mais fofa do mundo.

Por toda situação desde que o Théo nasceu, posso dizer que ele ficou sim um pouco mimado… em vários sentidos. Agora já aprendeu a compartilhar os brinquedos, a reconhecer outras crianças pelos nomes, a dar ‘oi, beijo, tchau’, está tentando dizer vários nomes… Só não aprendeu ainda a compartilhar a mãe dele com os amigos, hehehe! Esse meu filho é um gruuuuuuude meu, não pode me ver perto de outros bebês que fica doidinho, chora, grita, se joga no chão. Mas tento não dar bola, acho que nesses quase 2 anos em casa com ele, deixou ele mega apegado à mim. Eu amo, né, mas tem momentos que acho que ele deve se soltar mais.

Aos poucos vamos ajustando, e acho que não demora muito ele vai começar a ir na escolinhaaaaaa, eba!

Meu grude!

Meu grude!

3 meses após a palatoplastia

Voltando um pouco no tempo para contar de mais uma batalha vencida do Théo.

Passados 3 meses da palatoplastia, cirurgia corretiva da fenda palatina, fomos na reconsulta com nosso querido Dr. Collares – sempre me dá um nervosismo quando temos que ir lá, mas ele é tão atencioso e confiante, que sempre saímos de lá com sentimento de missão cumprida. Várias dúvidas sobre a evolução do Théo e o tratamento, mas vamos por parte:

- palato 100% – foi com imensa alegria que escutei isso do médico, palato do Théo lindo, perfeito, sem nenhuma fenda ou alteração que precisasse nos preocupar. A garganta dele estava normal, assim como o ‘sininho’ dele que antes era dividido ao meio, e agora está normal.

- dentição – bom, aí não tinha muitas mudanças. O Théo até aquele momento já tinha vários dentes na parte da frente da boca, e de um lado. Do lado que ele tinha a fenda no palato, não tinha nem sinal de dentes. Isso me preocupava, pois me parecia que ali não haviam dentes, mas o cirurgião me acalmou dizendo que isso é dos males o menor, dentes são mais fáceis de corrigir e esse não era um assunto que eu deveria me preocupar naquele momento. Tudo ao seu tempo.

- fala – essa sim foi uma grande notícia. Ele pediu que o Théo falasse algumas palavras, para que ele avaliasse se tinha alguma alteração sonora… Todas palavras com ‘p’, pois é um som difícil para quem pode ficar com a voz mais anasalada. Foi quando ele falou ‘papai’, ‘pé’ e mais algumas outras palavras, super bem e bem certinho. Ou seja, ESTAMOS LIBERADOS DA FONO! Iupiiiiiii!

Sem médicos pelos próximos meses (a não ser o otorrino, que ele tinha avaliação a cada 2 meses para verificação do dreno). Coisa mais linda da mamãe :)

Meu queridão faceiro aguardando pelo médico.

Meu queridão faceiro aguardando pelo médico.

Um dos grandes desafios da maternidade: amamentação e alimentação

Ontem tive um pedido muito especial de uma mãe, para contar um pouco sobre todo o processo de alimentação do Théo, desde o nascimento. Vamos lá:

Ao nascer – bom, primeiro vou relembrar que ele nasceu prematuro e corria risco de infecção uterina, então os primeiros contatos com o leite materno foi via sonda na UTI, eu odiavaaaa aquilo, mas foi necessário. Logo que ele ficou mais forte, tiramos a sonda e colocamos meu fissurado para mamar no peito. Bem IMPORTANTE salientar: os bebês prematuros, assim como fissurados, não tem força para sugar, então a mamãe deve sim apertar um pouco a mama para que o leite saia mais facilmente. Tinha muitos momentos que ele não queria mamar, pois para ele não era ainda um momento legal. As enfermeiras de aleitamento, sempre me ensinaram a acordar bem o Théo à cada 3 horas, para que isso se torne uma rotina prazerosa para ele. Então, eu acordava, conversava, brincava um pouco, e aí colocava ele para mamar, sempreeeee apertando a mama para que ele sinta bastante leite entrando na boquinha, e que ele entenda que é dali que vem o leitinho, que passa a fome, que sente o cheirinho da mãe… Ah, e eu tentava nos primeiros dias e meses ficar mais sozinha com ele, isso o deixava mais calmo. Tem um texto bem legal aqui no blog, onde a minha amiga Jana, especialista em aleitamento, fala um pouco sobre as principais dúvidas sobre amamentação: pode acessar por aqui.

Depois dos 6 meses – no meio disso tudo, eu tive que tirar o peito pois ele perdia muito peso então optei pela mamadeira… mas após a primeira cirurgia corretiva do lábio leporino, que foi com 4 meses, eu resolvi que tentaria mais uma vez fazê-lo mamar no peito. E CONSEGUI (tem um post que conto bem detalhado como foi essa etapa, aqui). Quem acredita, sempre consegue o que quer: o Théo havia passado 3 meses só com mamadeira, passou pela queiloplastia, ficou 30 dias sem mamadeira, e depois voltou para o peito! Óbvio, foi beeeeem cansativo, eu tinha que me esforçar muito para que ele sentisse prazer em mamar, mas foi algo mágico. Tivemos a ajuda de uma enfermeira especialista em aleitamento e também da fonoaudióloga para fortalecer os músculos da boca. Mas, deu certo!

Com 1 ano – mais uma surpresa, aos 8 meses, ele desenvolveu Alergia à Proteína do Leite de Vaca – APLV, ou seja, não podia tomar leite em pó comum como complemento, e muito menos tomar meu leite sem que eu fizesse a dieta de exclusão da proteína. Quero relembrar que até aqui, ele nunca havia tomado leite em pó, desde que nasceu eu tirava leite materno a cada 3 horas para ele, somente leite materno foi o que ele tomou até então. Mas ok, aprendi a conviver com mais esse desafio, aprendi várias receitas sem leite, e bola pra frente. Sempre prezei muito as frutas e alimentação saudável, inclusive tive a ajuda da minha querida nutróloga para me dar dicas de pratos legais para ele.

Eu sentia que meu filho sempre achava que o momento de comer era ruim, e que a boca era um local de dor, e era afinal, mas agora, eu vejo que ele adora comer, adora sentar e fazer isso sozinho até. Por isso sempre repito: mãe deve insistir muitoooooo, acreditem, eu cheguei a levar quase 2 horas um dia para ele almoçar todo o prato de comida, e era preciso pois não tinha muito peso. E outro conselho que sempre dou: utilizem de todos os especialistas possíveis: o Théo tinha acompanhamento com gastro, nutróloga infantil, fono… Hoje posso dizer que a alimentação dele está nota DEZ!

Mãe sempre atenta

Bom dia 2015 :D

Estava eu aqui acordando, e pensando, que mãe não descansa, né, vive 24 horas preocupada com o filhotinho. Aí me lembrei, que mesmo depois de já ter passado pelas duas cirurgias (queiloplastia e palatoplastia) eu ainda perdia hooooooras preocupada com ‘os próximos passos’ do meu fissurado. E duvido qual mãe não faz igualzinho à doida aqui.

fissurado pela mãe - meu principe

O que eu queria contar hoje mesmo, é que, depois de liberado do pós operatório da palatoplastia, que foi a última cirurgia dele, eu levei em todas os médicos que sempre acompanhavam ele, para uma revisão. Na verdade, o cirurgião sempre me falava que não tinha necessidade alguma, pois ele via o Théo super bem, mas eu sempre preferi zerar minhas dúvidas. Levei na gastro, levei na nutróloga e o mais importante, fui conversar com a fonoaudióloga. Ele não precisou fazer mais nenhum acompanhamento semanal com a fono, mas ela me deu dicas preciosas para que eu pudesse ajudar o Théo a ter a fala e alimentação melhor possível.

Primeira preocupação: depois da cirurgia, a alimentação dele se desregulou completamente, ele não queria comer mais nada, tinha receio de tudo que fossemos colocar na boca dele. Passamos acho que 2 horas falando com a fono, e ela nos dando uma série de dicas para estimular a alimentação saudável que ele sempre teve e eu sempre prezei muito. Importante falar que ele não tinha mais nenhum problema de saúde, e sim manias do pós operatório, afinal, 30 dias é bastante para um bebê de 1 ano. Uma das dicas que considerei mais valiosa foi: os pais são o exemplo dos filhos. Em resumo, eu e o pai começávamos a comer, e esperávamos que isto despertasse nele a vontade de ‘nos imitar’. E o legal é dizer, que nessa fase do Théo, ele já notava muito do que a gente comia e queria comer a mesma coisa que nós, então não adianta oferecer uma cenoura para ele e comer batata frita ao lado. E aos poucos, ele foi voltando a alimentação normal (isso foi bem demorado, meses levaram, mas não desista).

Segunda preocupação: a fala. A fala na vida dos fissurados, é um dos itens que mais preocupa os pais, pois gera uma série de pensamentos futuros, como preconceito que ele possa passar. A fono como sempre me ajudou com várias dicas, super simples, sem mistério algum: bastante conversa com ele, bastante estímulo para conversar, bastante coisas para ele sugar e alimentos de várias texturas para sempre estimular o paladar dele, e fortalecer os músculos da boca. E uma dica bem legal que tentei desde cedo: dar bebidas no copo com canudinho para ele sugar. Demorou meseeeeees para ele aprender, mas hoje, me dá o maior orgulho ver ele sugando no canudinho. É super difícil para quem nasceu com fenda lábio palatina sugar assim, pois é preciso fechar bem a boca e fazer grandeeeee força de sucção. E já li bastante que o tal do canudinho ajuda bastante na fala.

RESULTADO DISSO TUDO: fomos na consulta de 1 ano e meio no cirurgião, e ele liberou o Théo, ou seja, NÃO PRECISA FAZER ACOMPANHAMENTO COM A FONO, POIS A VOZ DELE ESTÁ ÓTIMA, SEM NENHUMA ALTERAÇÃO, SEM ESTAR ANASALADA.

Não tem coisa melhor, né? Meu filho indo no caminho certo :)

Meu pequenino lábio leporino | Fotos

Vira e mexe, tem gente curiosa em ver fotinhos do Théo quando ainda tinha a fissura no lábio. E querem saber, eu tenho o maior orgulho do mundo de mostrar ele. E vou confessar, muitaaaaas vezes eu mesmo vou lá nas fotos para olhar aquele rostinho tão lindo, com aquele detalhe tão especial para mim. Me acostumei com aquela ‘cortininha’.

Então, para quem quiser ver, este é meu pequeno Théo, e seu lábio leporino:

E agora, esse alemão coisa fofa:

1 ano e 10 meses, e todo sujo de feijão.

1 ano e 10 meses, e todo sujo de feijão.